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28 de agosto de 2014Em uma noite de terça-feira (15) cheia de emoções, a Orquestra Cidade de Joinville e a Escola de Teatro do Bolshoi no Brasil fizeram sua primeira apresentação conjunta.
O evento que marcou o lançamento do restauro do piano de Lieselotte Trink e da obra “A Rainha e o Pavão”, pintada em 1882 pelo artista Hugo Calgan. 
Ao final, o público aplaudiu de pé a solenidade, que reuniu passado e presente, e que ficará marcada na história artística da cidade.
Pouco antes das apresentações e do lançamento da obra restaurada de Hugo Calgan, algumas senhoras reunidas apontavam para as fotografias expostas na Sociedade Harmonia-Lyra. As imagens faziam parte da exposição fotográfica “Lieselotte, seu tempo e além”, organizada por Joel Gehlen.
As meninas retratadas nas fotos, então alunas de Lieselotte Trinks, encaminhavam as senhoras para uma outra época. Dedos passeavam pelas fotografias buscando algo. “Olha eu aqui”, ressaltou uma delas enquanto aponta para uma pequena garota em meio a um grupo de alunas de ballet. O olhar emocionado carregava muito mais que uma simples admiração, mas toda uma história artística de outros tempos. Dona Rosemarie Colin Storrer, de 70 anos, estava no grupo de ex-alunas de Lieselotte Trinks.
“Tinha apenas 10 anos. Fico feliz em ver que cheguei aos 70 anos inteira”, disse. Praticante de ballet por 10 anos, Rosemarie, ao observar as fotografias, recordou acontecimentos da época. “Enquanto ensaiávamos, alguns meninos ficavam escondidos nos espiando”, relembrou.
Para Rosemarie, a homenagem à Lieselotte foi mais que merecida. Lieselotte Trinks foi bailarina, coreógrafa, pianista, produtora e incentivadora das artes em Joinville entre 1930 e 1980. “Ela revolucionou a arte na região. Foi ela quem impulsionou a dança na cidade”, contou.
Após coquetel e lançamento da obra restaurada “A Rainha e o Pavão”, Marília Niemeyer, filha de Lieselotte Trinks, subiu ao palco, junto com outros familiares, para receber homenagem da Prefeitura Municipal de Joinville, da diretoria da Sociedade Harmonia-Lyra e da Escola de Teatro Bolshoi.
A primeira nota soada no piano restaurado de Lieselotte foi tocada pelo pianista Eduardo Boechat, dando início à noite de espetáculo.
“Noite das Artes: um tributo à Lieselotte Trinks” foi marcado pelos passos encantadores da dança do Bolshoi e pela sonoridade dos instrumentos da Orquestra Cidade de Joinville.
Além disso, o público ficou deslumbrado com as apresentações do barítono Douglas Hahn e dos pianistas Matheus Alborghetti e Eduardo Boechat.

“Foi uma noite maravilhosa. Fiquei muito emocionada com a homenagem a minha mãe”, conta Marília Niemeyer. Enquanto apreciava o espetáculo, a filha de Lieselotte relembrava os tempos em que percorria os espaços da Harmonia-Lyra quando criança.
Segundo ela, o local era como uma segunda casa. “Passava muito tempo aqui. Fui criada praticamente aqui dentro”, disse.
De acordo com Marília, o ambiente artístico era o que mais animava Lieselotte. “Ela estava muito acostumada com isto.
Ela ia gostar muito de estar aqui, neste evento”, comentou.





