
SEGUNDA PARCELA DO AUXÍLIO EMERGENCIAL
15 de maio de 2020
PROJETOS APROVADOS NO COMBATE AO CORONAVÍRUS
20 de maio de 2020O Presidente Bolsonaro sancionou o Pronampe, um programa que libera mais de R$ 15 bilhões em crédito pra ajudar os empreendedores a lidarem com os impactos da crise causada pelo coronavírus. A proposta é do colega e Senador catarinense Jorginho Mello. Com isso, micro e pequenas empresas terão empréstimos de valor correspondente a até 30% de sua receita bruta obtida no ano 2019. E o dinheiro poderá ser usado pra pagar salário dos funcionários ou para o capital de giro, como luz, água e aluguel. “Vejo essa lei como um grande incentivo, porque dá condições efetivas pra que muitos negócios continuem de pé”, avalia o Deputado Federal Rodrigo Coelho.
Ainda de acordo com o parlamentar, “desde que o Covid-19 se tornou uma assustadora realidade em nosso país, tivemos ações financeiras por parte do Governo, mas que na prática demoram pra se concretizarem. Tanto é verdade que, recentemente, uma pesquisa constatou que de 100 empresas consultadas, 78% delas não tiveram acesso a nenhum tipo de crédito desde o anúncio feito pela equipe econômica. É tanta burocracia que o dinheiro não chega pra esses empreendedores”, exemplifica.
Mesmo que 77 mil empresas brasileiras tenham conseguido aprovação dos bancos para terem acesso ao crédito, o Brasil tem 17 milhões de pequenos negócios, sendo que desse total, quase 7 milhões procuraram crédito no período da pandemia. “Só que mais da metade delas não conseguiu o dinheiro, e 28% ainda estão aguardando a liberação do banco. Essa constatação é do Sebrae, que também apontou que 6 em cada 10 donos de pequenos negócios estão tendo dificuldades de crédito no sistema financeiro desde o início da pandemia”, revela.
Coelho está convicto de que Pronampe vai ser eficaz para os micro e pequenos empreendedores. “É ofertando linhas de crédito acessíveis que vamos sair dessa crise. Não podemos nos acostumar com as demissões de funcionários e com o fechamento de empresas. Isso está longe de ser normal. O cenário tem que mudar, especialmente, quando o assunto é o aumento do desemprego”, finaliza.





