QUATRO DÉCADAS DO MAJ
3 de setembro de 2016CONSELHO DA IGUALDADE RACIAL
19 de setembro de 2016Em 1950, Joinville bateu um recorde no que se refere a quantidade de bicicletas que circulavam na cidade, fato esse que colaborou para ser denominada como a Cidade das bicicletas. Essa informação, assim como a memória desse meio de locomoção muito utilizado pelos joinvilenses, ficaram escondidas por mais de três anos enquanto o Museu da Bicicleta de Joinville (Mubi) permaneceu fechado. O desafio, da gestão da Fundação Cultural de Joinville(FCJ), era reabrir o espaço para mostrar aos visitantes os mais de 16 mil acervos, desde as zicas, como são carinhosamente chamadas, até um simples baralho com figuras de bicicletas.
De acordo com o candidato a vereador, Rodrigo Coelho, que comandou os trabalhos da da FCJ por três anos, reativar o Mubi sempre esteve nos planos da instituição. “Assim que assumimos, a primeira ação para impulsionar a cultura em Joinville foi retomar a história das bicicletas. Era inimaginável ter o único museu de bicicleta da América do Sul, fechado. Sem falar que ainda hoje a bicicleta é um dos principais meios de locomoção dos joinvilenses”, enfatiza.
O Mubi foi reaberto no dia 9 de março de 2013, dia em que Joinville estava de aniversário. Mas antes de entregar o museu aos joinvilenses e visitantes, foi necessária a conclusão de obras pontuais, como pintura, melhorias no teto do prédio, troca de pisos e a modificação da rampa de acesso ao museu, que precisava de reparos. Entretanto, mesmo com as obras nem tudo foi salvo. Infelizmente, 30% do acervo foi perdido. Essa parte da história não pode mais ser mostrada.
Hoje, de todos os museus da cidade, o Museu da Bicicleta é um dos mais visitados. São, em média, 1100 visitas por mês. Além disso, no ano de 2015, o Mubi comemorou um prêmio que recebeu do Banco Itaú. A instituição financeira faz, anualmente, uma publicação para eleger as 100 melhores ideias para gestão de mobilidade e cultura. “Entre milhares de concorrentes, nós fomos agraciados por ter em Joinville um espaço tão especial e único”, recorda Rodrigo Coelho.
ESTAÇÃO FERROVIÁRIA
Para a Estação Ferroviária, a Fundação Cultural de Joinville está em andamento da proposta que prevê a ativação de uma sala de experimentação. Uma área será disponibilizada para que alunos das escolas públicas e particulares, com a orientação de uma educadora, possam experimentar atividades técnicas de argila, materiais que podem ser reaproveitados e conhecimento sobre a história da ferrovia.
No ano passado, o local recebeu o acervo do Museu do Ferro de Passar, uma coleção de mais de 1.000 itens (700 ferros e 300 acessórios) vindos do mundo todo. O visitante pode observar a evolução dos hábitos, costumes e do desenvolvimento tecnológico no mundo, também pode ser vista através da história deste utilitário.
