DINHEIRO NO BOLSO
28 de julho de 2016NOVAS VAGAS
1 de agosto de 2016Joinville tem um legado fantástico quando o assunto é cultura. Artistas que são exemplos de talento, como o pintor Eugênio Colin (1916-2005), que completaria 100 anos de vida hoje, dia 29 de julho. Eugênio era feito de sonhos e simplicidade. Durante 70 anos se dedicou a sua maior paixão: a arte.
O sobrenome Colin não é novidade para quem mora no município. De família tradicional joinvilense, Eugênio era sobrinho e primo de pessoas famosas da política da época, como Max Colin e João Colin. Apesar do histórico familiar, o artista nunca atuou na política. A sua vocação estava, mesmo, nas cores das tintas eternizadas nas telas.
Eugênio teve a sua vocação, pelo desenho, descoberta ainda na infância. É considerado assim um autodidata, já que o artista estudou, somente, no Liceu de Artes e Ofícios em São Paulo, e em 1949, na Colmeia dos Artistas do Brasil, no Rio de Janeiro.
Nas suas mais de 8 mil pinturas, no seu riquíssimo legado que deixou para a cidade, são predominantes as paisagens, flores, araucárias e o mar. Adotava um método: primeiro desenhava a lápis a paisagem que observava nos passeios que fazia, em um bloco de folhas tamanho A4, e depois aplicava na tela e em cores.Eugênio foi considerado o melhor colorista do Brasil.
O artista se reinventou com exposições nas praças, confeitarias, bibliotecas e hall de hotéis, expôs em diversas cidades como Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, além de suas telas circularem em países como Estados Unidos e Alemanha. Durante a sua vida artística, recebeu menções honrosas como pintor de paisagens, conferidas pela União Brasileira dos Escritores e pelo Conservatório Brasileiro de Música (ambos no Paraná). Além de ter sido sócio-fundador da Associação de Artistas Plásticos de Joinville (AAPLAJ).
Eugênio Colin era despretensioso, circulava por Joinville de bicicleta e, na maioria das vezes, carregava suas obras debaixo dos braços, como quem carregava o seu maior tesouro. E de fato são. Suas obras representam toda a riqueza de um artista que viveu, intensamente, a sua arte.
Rodrigo Coelho
