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Dia 10/05/2015, às 15h15, com 75 anos, 2 meses e 15 dias de idade, o político de uma só bandeira, Senador Luiz Henrique da Silveira, faleceu. Hoje, faz um ano que perdi um ídolo e os catarinenses, um líder incomparável. Para muitos, ele era um melhor amigo, para milhares, uma pessoa digna de confiança.
Homem público por excelência, fez da política o seu verdadeiro sacerdócio. Tinha uma aura peculiar e, por isso, contagiava a todos. Incansável, visionário, obstinado, agregador e conciliador. LHS era carismático, discursava com uma facilidade impressionante. A verdade era a sua maior qualidade. Luiz Henrique era homem de bem, ético, cujos princípios morais jamais serão esquecidos. Diante da crise política que domina o nosso país, LHS, assim como Tancredo Neves e Ulysses Guimarães, é a recordação oposta de tudo isso. Infelizmente, ele faleceu num momento em que o Brasil mais precisava dele. Se estivesse entre nós, seu posicionamento seria contra essa política suja que assola nosso País. O Brasil precisa de mais “Luiz Henrique da Silveira”.
Luiz Henrique sempre pensou no coletivo, prova disso é a descentralização. Defendia diferentes condições de pagamento da dívida pública dos Estados e a reforma do Pacto Federativo. Enquanto Governador, sua meta sempre foi unir SC. Por sua iniciativa, o Estado foi um dos primeiros da América Latina a ter todos os municípios com acessos asfaltados.
LHS transformou Joinville e SC em referências nacionais. Ele tinha um sentimento especial pela sua cidade e nunca escondeu isso. “Estar longe de Joinville é sentir uma dor no peito, uma dor na alma, uma dor que só se acalma, quando chego na curva do arroz”. Nunca poupou esforços em glorificar a maior cidade do Estado. Enquanto Prefeito, realizou as maiores obras: trouxe a única filial da Escola de Ballet do Teatro Bolshoi no mundo e construiu o Centreventos Cau Hansen. Era um apaixonado por SC, pela família e pela cultura. Enquanto aqui esteve, nos mostrou o quanto amava a sua missão e o quanto lutou pelos mais simples. Por ele, vamos continuar lutando, pois “não vamos desistir do Brasil”.



