Inauguração da Biblioteca de Arte Edith Wetzel
30 de março de 2016Visita de alunos do Paraguai
11 de abril de 2016Desde o primeiro momento, o incentivo à cultura e, consequentemente, a reativação de espaços culturais, estiveram nos planos da Fundação Cultural de Joinville (FCJ). Lugares esses que, até então, não tinham data para receberem reformas e nem de reabrirem. De fevereiro de 2013 a 31 de março deste ano, o vice-prefeito e presidente da FCJ, Rodrigo Coelho e toda a equipe da FCJ, implantaram mais de 500 ações, projetos e obras que mudaram a realidade cultural da cidade.
O trabalho começou pelo Museu de Arte de Joinville (MAJ), que por mais de 3 anos ficou com suas portas fechadas. Só foi possível reativá-lo depois que a FCJ investiu mais de R$ 170.000,00 em melhorias, com a construção de um novo telhado, pintura e acessibilidade.
A FCJ comemora, também, a reabertura do Museu da Bicicleta de Joinville (Mubi), único do gênero da América do Sul. O espaço, que estava fechado há 4 anos, foi restaurado e está aberto desde o dia 9 de março de 2013. Hoje, o Mubi ultrapassa mais de mil visitantes por mês, tornando-se um dos museus mais frequentados em Joinville. Outro atrativo para os joinvilenses é o Museu do Ferro de Passar, reaberto desde 2015 na Estação da Memória. O acervo pertence ao colecionador Moacir Bogo.
O Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (MASJ) é outro exemplo de espaço que ganhou atenção da FCJ. Uma grande reforma já foi concluída, com a troca de pisos, ampliação de janelas, pintura na parte externa do prédio e a conservação das mais de 45 mil peças arqueológicas. Para o MASJ, ainda existe um projeto que prevê a elevação do chão em mais de um metro de altura e a construção de um prédio anexo ao museu.
Outra conquista da FCJ foi a reabertura, em novembro de 2013, da Casa da Cultura Fausto Rocha Júnior (CCFRJ) que só abriu suas portas novamente depois que a FCJ investiu quase R$ 800.000,00. O prédio havia sido interditado em 2011 pela Vigilância Sanitária devido à sua péssima conservação. No pacote da verba disponível também já estava programado alguns reparos na antiga biblioteca, que está toda reformada e que tem novo acervo e estantes, compostos por livros de arte que formam o maior da cidade. Agora, o espaço foi nomeado como Biblioteca de Arte Edith Wetzel, em homenagem à saudosa artista que, até hoje, é uma referência para alunos e professores de arte. A biblioteca foi inaugurada dia 30 de março deste ano. O Programa de Extensão Comunitária da Casa da Cultura também é outra realização da Casa da Cultura. O projeto, que se consolidou em 2013, vem proporcionando educação para estudantes e professores nos mais diversos bairros da cidade. Somente no ano passado, mais de 10 mil pessoas foram beneficiadas, direta e indiretamente, com os cursos de capacitação oferecidos. A Casa da Cultura também se destaca com qualidade do seu ensino. No dia 17 de março deste ano, ganhou ainda mais notoriedade quando os cursos da Escola de Ballet e a de Artes da instituição foram aprovados e reconhecidos pelo Conselho Municipal de Educação.
Para 2016, a FCJ está em fase de conclusão de obras na estrutura física do Museu Casa Fritz Alt (MCFA), com um orçamento de mais de R$ 300.000,00, valor esse que possibilitará a ativação completa do local. O objetivo é triplicar o número de visitas, que atualmente é de 300 pessoas por mês.
Em 2013, a FCJ ainda regularizou o Expocentro Edmundo Doubrawa e o Centreventos Cau Hansen, obtendo o alvará atestado pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville e a Licença Ambiental de Operação (LAO). O prédio também recebeu, pela primeira vez em 15 anos, reformas na sua estrutura física, como a climatização de todo o espaço que tem R$ 3 milhões como investimento total. A conclusão dessa melhoria, que é uma emenda do saudoso senador Luiz Henrique da Silveira, deve ficar pronta no segundo semestre deste ano. A implantação de sistema preventivo de incêndio e acidentes, a revitalização dos jardins e a instalação de iluminação externa foram outras mudanças concluídas no Centreventos. Em 2015, o local recebeu a obra “O encontro”, do artista plástico Antônio Mir, obra essa que está localizada em frente ao Expocentro Edmundo Doubrawa. No espaço do Teatro Juarez Machado, foi inaugurada uma cafeteria para atender visitantes e funcionários.
Outro avanço da FCJ foi a inclusão social de detentos em regime semiaberto da Penitenciária de Joinville para executarem reparos e limpeza em todas as unidades culturais desde o primeiro ano da atual gestão.
A Fundação, entre as suas mais de 500 ações, orgulha-se de um projeto ambicioso. A criação, em 2014, da Orquestra Cidade Joinville trouxe depois de 20 anos, uma orquestra oficial para a cidade, sendo a única pública do Estado. O projeto, que já soma mais de 60 apresentações feitas em eventos comemorativos e nos bairros de Joinville, também oferece oficinas de instrumentos lecionadas pelos músicos, gratuitamente, para mais de 100 pessoas.
Sempre pensando no coletivo, a Fundação Cultural de Joinville tem como meta deixar os espaços culturais acessíveis para todos. O Festival de Dança de Joinville, que acontece no Centreventos Cau Hansen, por exemplo, desde 2014, conta com o serviço de audiodescrição para pessoas com deficiência visual, além de um intérprete de libras para os surdos. No Teatro Juarez Machado, a FCJ inovou com o Programa Cine Acessibilidade, com a exibição de filmes com recurso de audiodescrição para deficientes visuais e legendas para deficientes auditivos. Para as redes sociais, foi adotado o #pracegover, um recurso que descreve para os cegos as fotos e ilustrações publicadas. Neste ano, um dos maiores ganhos em acessibilidade ocorreu no Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville que agora conta com 16 placas em braille e a audiodescrição dos ambientes para cegos ou pessoas com baixa visão.
Os descendentes de povos germânicos, pioneiros de Joinville, receberam uma homenagem. A partir de uma iniciativa da Fundação Cultural e da Sociedade Cultural Alemã, a Casa da Memória, em 9 de março deste ano, ganhou uma Biblioteca com aproximadamente 5 mil livros, todos escritos na língua alemã. A implantação desse espaço complementa as ações culturais que ocorrem, com frequência, na Casa da Memória, como os Concertos Matinais.
Sucesso e recorde de público, a Feira do Príncipe e a Feira nos Bairros Floresta e Vila Nova, ambas criações da FCJ, em parceria com a comunidade, possibilitam aos mais de 300 feirantes e artesãos uma alternativa para aumentar suas rendas. Ao total, foram 20 edições da Feira do Príncipe, que contou com a participação de mais de 200 mil pessoas. A FCJ também realiza o evento Sábado na Estação, que ocorre na Estação da Memória no terceiro sábado de cada mês. Apresentações culturais, arte, vendas de produtos artesanais e brechó são os atrativos desta feira.
A reestruturação da presença digital facilitou a interação dos joinvilenses com a FCJ. Um exemplo são as matrículas da Escola de Música Villa-Lobos, que antes geravam filas desde a madrugada em frente à Casa da Cultura. Desde 2013, as matrículas são feitas diretamente no site da Fundação. A criação da Agenda Cultural, um informativo compilado das atrações culturais da semana na cidade, assim como o salto de 2 mil para mais de 10 mil fãs na página da rede social Facebook, proporcionaram aos cidadãos mais acesso as informações da cultura em Joinville.
Assim como esses eventos, a FCJ também lançou em 2013 o JoinvilLÊ, um movimento cujo lema é: “Pegue, leia e devolva”. O projeto visa facilitar a leitura daqueles que se interessam pelos livros. Já são quase 3 mil exemplares disponibilizados em uma bicicleta adaptada com estantes e que fica dentro do terminal de ônibus do centro de Joinville. JoinvilLÊ é a junção do nome da cidade com o verbo “ler”.
A criação do Itinerarte também ajudou a propagar a cultura em Joinville com a circulação de obras de arte. O acervo de arte da FCJ é emprestado para ocupar espaços públicos, como já aconteceu na Câmara de Vereadores de Joinville, nos gabinetes do prefeito e vice-prefeito da cidade, na Delegacia Regional de Polícia, Delegacia da Mulher, órgãos públicos municipais e entre outros. O projeto, criado em 2013, tem a coordenação da Galeria de Municipal de Arte Victor Kursancew.
Durante dois anos, a FCJ promoveu o Giro Cultural, que acontecia nas escolas públicas de Joinville com a apresentação de atividades desenvolvidas pelos próprios moradores de cada bairro. Dentre as atividades, havia dança, música e teatro. O Giro Cultural tinha parceria com outras instituições e secretarias, como a Fundação de Esportes de Joinville (Felej), que era responsável pelas ações esportivas.
A Rádio Educativa Cultural Joinville FM 105,1 também desempenha um papel importante, pois vem valorizando artistas locais, sejam eles músicos ou escritores. No que se refere a informação, a Educativa é a única rádio em Santa Catarina que é correspondente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável por informar os acontecimentos mais relevantes de Santa Catarina para o país.
As artes visuais também ganharam novos espaços expositivos em Joinville, como os corredores da Casa da Cultura, o foyer do Teatro Juarez Machado e a galeria de ex-presidentes na Câmara de Vereadores.
Entre outras ações da FCJ estão: a parceria com a Sociedade Harmonia Lyra, considerada a casa da Orquestra Cidade Joinville; o apoio à Escola do Teatro Bolshoi no Brasil; o Instituto Juarez Machado; eventos culturais no Mercado Público; a reabertura da Biblioteca Pública em novembro de 2013; consolidação do Festival Escolar de Dança como um dos maiores do gênero no país; o incentivo aos Concertos Matinais na Sociedade Lírica e no 62º Batalhão de Infantaria, além da Casa da Memória, citada anteriormente.
A FCJ sentiu a necessidade de impulsionar o Carnaval de Rua de Joinville. O evento passou a ser realizado na Avenida Beira Rio para acomodar um público ainda maior. Em 2014 e 2015, o carnaval foi competitivo e contou com a colaboração do poder executivo na organização e divulgação do evento.
Diante de tantas ações importantes para a cultura, a FCJ foi parceira do projeto Camarote Nota 10, em parceria com a Fundação de Esportes Lazer e Eventos de Joinville (Felej) e a Secretaria de Educação, que premia os alunos que se destacam nas escolas da rede municipal e os leva aos jogos de futsal da Krona e também nas apresentações do Festival de Dança.
O Simdec, nos últimos três anos, teve 485 projetos culturais aprovados, com um recurso destinado de R$ 9.402.850,25. Dos trabalhos aprovados nesse período, destacam-se a 43ª, 44ª e 45ª Coletiva de Artistas de Joinville, a publicação de 56 livros, a realização de 89 projetos musicais e 28 peças teatrais.
Nesses três anos de atuação, a Fundação regulamentou a lei que criou o Inventário do Patrimônio Cultural de Joinville (IPCJ), que proporciona uma nova maneira de proteger o patrimônio cultural da cidade, que já tem 111 bens tombados ou inventariados. A implantação do IPCJ é referência para o país por se tratar de uma lei inovadora.
Após 4 anos de espera, o primeiro Sistema Municipal de Museus do Estado foi implantado, por meio da nomeação do Conselho Gestor. O sistema prevê a integração dos museus e instituições públicos e privados de Joinville, a partir de cursos de formação e de troca de experiências, sendo o objetivo principal o compartilhamento de informações.
Atendendo uma reivindicação antiga, a Fundação lançou o Edital de Compra de Espetáculos para credenciar e remunerar artistas de várias modalidades, que até então se apresentavam gratuitamente. O projeto valoriza o trabalho dos artistas e ajuda a criar mercado profissional para as artes e cultura na cidade. As apresentações culturais devem ocorrer ainda neste ano na Feira do Príncipe, no Sábado na Estação e no projeto Dança na Praça (Praça Nereu Ramos).
A FCJ também fez melhorias no Arquivo Histórico de Joinville, com a manutenção da estrutura, da fachada do prédio, pintura externa, aprimoramento na iluminação externa e a melhoria do jardim.
A Fundação Cultural de Joinville também Incentivou as programações culturais no CEU do Aventureiro, cujas obras estão sendo finalizadas. O CEU é um equipamento compartilhado de cultura, educação, esporte e assistência social, contando com uma biblioteca, um cine-teatro e salas de oficinas e formação. E, por fim, a participação no Programa Join.Valle, que busca rumos para Joinville ser uma cidade mais criativa, inteligente e humana. Esse trabalho é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SIDE), com foco na economia criativa.
Ao longo dos últimos 3 anos, os resultados obtidos pela FCJ são percebidos pelos joinvilenses, que podem observar as melhorias nas estruturas físicas das unidades, o aumento expressivo do número de eventos realizados e apoiados, além da presença constante da Fundação Cultural nos bairros de Joinville. De fato, os principais objetivos idealizados foram concluídos. Entretanto, é preciso dar continuidade a esse trabalho para popularizar a cultura em Joinville e fazer com que o município seja uma referência ainda maior no âmbito cultural.
Rodrigo Coelho
Desde o primeiro momento, o incentivo à cultura e, consequentemente, a reativação de espaços culturais, estiveram nos planos da Fundação Cultural de Joinville (FCJ). Lugares esses que, até então, não tinham data para receberem reformas e nem de reabrirem. De fevereiro de 2013 a 31 de março deste ano, o vice-prefeito e presidente da FCJ, Rodrigo Coelho e toda a equipe da FCJ, implantaram mais de 500 ações, projetos e obras que mudaram a realidade cultural da cidade.
O trabalho começou pelo Museu de Arte de Joinville (MAJ), que por mais de 3 anos ficou com suas portas fechadas. Só foi possível reativá-lo depois que a FCJ investiu mais de R$ 170.000,00 em melhorias, com a construção de um novo telhado, pintura e acessibilidade.
A FCJ comemora, também, a reabertura do Museu da Bicicleta de Joinville (Mubi), único do gênero da América do Sul. O espaço, que estava fechado há 4 anos, foi restaurado e está aberto desde o dia 9 de março de 2013. Hoje, o Mubi ultrapassa mais de mil visitantes por mês, tornando-se um dos museus mais frequentados em Joinville. Outro atrativo para os joinvilenses é o Museu do Ferro de Passar, reaberto desde 2015 na Estação da Memória. O acervo pertence ao colecionador Moacir Bogo.
O Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville (MASJ) é outro exemplo de espaço que ganhou atenção da FCJ. Uma grande reforma já foi concluída, com a troca de pisos, ampliação de janelas, pintura na parte externa do prédio e a conservação das mais de 45 mil peças arqueológicas. Para o MASJ, ainda existe um projeto que prevê a elevação do chão em mais de um metro de altura e a construção de um prédio anexo ao museu.
Outra conquista da FCJ foi a reabertura, em novembro de 2013, da Casa da Cultura Fausto Rocha Júnior (CCFRJ) que só abriu suas portas novamente depois que a FCJ investiu quase R$ 800.000,00. O prédio havia sido interditado em 2011 pela Vigilância Sanitária devido à sua péssima conservação. No pacote da verba disponível também já estava programado alguns reparos na antiga biblioteca, que está toda reformada e que tem novo acervo e estantes, compostos por livros de arte que formam o maior da cidade. Agora, o espaço foi nomeado como Biblioteca de Arte Edith Wetzel, em homenagem à saudosa artista que, até hoje, é uma referência para alunos e professores de arte. A biblioteca foi inaugurada dia 30 de março deste ano. O Programa de Extensão Comunitária da Casa da Cultura também é outra realização da Casa da Cultura. O projeto, que se consolidou em 2013, vem proporcionando educação para estudantes e professores nos mais diversos bairros da cidade. Somente no ano passado, mais de 10 mil pessoas foram beneficiadas, direta e indiretamente, com os cursos de capacitação oferecidos. A Casa da Cultura também se destaca com qualidade do seu ensino. No dia 17 de março deste ano, ganhou ainda mais notoriedade quando os cursos da Escola de Ballet e a de Artes da instituição foram aprovados e reconhecidos pelo Conselho Municipal de Educação.
Para 2016, a FCJ está em fase de conclusão de obras na estrutura física do Museu Casa Fritz Alt (MCFA), com um orçamento de mais de R$ 300.000,00, valor esse que possibilitará a ativação completa do local. O objetivo é triplicar o número de visitas, que atualmente é de 300 pessoas por mês.
Em 2013, a FCJ ainda regularizou o Expocentro Edmundo Doubrawa e o Centreventos Cau Hansen, obtendo o alvará atestado pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville e a Licença Ambiental de Operação (LAO). O prédio também recebeu, pela primeira vez em 15 anos, reformas na sua estrutura física, como a climatização de todo o espaço que tem R$ 3 milhões como investimento total. A conclusão dessa melhoria, que é uma emenda do saudoso senador Luiz Henrique da Silveira, deve ficar pronta no segundo semestre deste ano. A implantação de sistema preventivo de incêndio e acidentes, a revitalização dos jardins e a instalação de iluminação externa foram outras mudanças concluídas no Centreventos. Em 2015, o local recebeu a obra “O encontro”, do artista plástico Antônio Mir, obra essa que está localizada em frente ao Expocentro Edmundo Doubrawa. No espaço do Teatro Juarez Machado, foi inaugurada uma cafeteria para atender visitantes e funcionários.
Outro avanço da FCJ foi a inclusão social de detentos em regime semiaberto da Penitenciária de Joinville para executarem reparos e limpeza em todas as unidades culturais desde o primeiro ano da atual gestão.
A Fundação, entre as suas mais de 500 ações, orgulha-se de um projeto ambicioso. A criação, em 2014, da Orquestra Cidade Joinville trouxe depois de 20 anos, uma orquestra oficial para a cidade, sendo a única pública do Estado. O projeto, que já soma mais de 60 apresentações feitas em eventos comemorativos e nos bairros de Joinville, também oferece oficinas de instrumentos lecionadas pelos músicos, gratuitamente, para mais de 100 pessoas.
Sempre pensando no coletivo, a Fundação Cultural de Joinville tem como meta deixar os espaços culturais acessíveis para todos. O Festival de Dança de Joinville, que acontece no Centreventos Cau Hansen, por exemplo, desde 2014, conta com o serviço de audiodescrição para pessoas com deficiência visual, além de um intérprete de libras para os surdos. No Teatro Juarez Machado, a FCJ inovou com o Programa Cine Acessibilidade, com a exibição de filmes com recurso de audiodescrição para deficientes visuais e legendas para deficientes auditivos. Para as redes sociais, foi adotado o #pracegover, um recurso que descreve para os cegos as fotos e ilustrações publicadas. Neste ano, um dos maiores ganhos em acessibilidade ocorreu no Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville que agora conta com 16 placas em braille e a audiodescrição dos ambientes para cegos ou pessoas com baixa visão.
Os descendentes de povos germânicos, pioneiros de Joinville, receberam uma homenagem. A partir de uma iniciativa da Fundação Cultural e da Sociedade Cultural Alemã, a Casa da Memória, em 9 de março deste ano, ganhou uma Biblioteca com aproximadamente 5 mil livros, todos escritos na língua alemã. A implantação desse espaço complementa as ações culturais que ocorrem, com frequência, na Casa da Memória, como os Concertos Matinais.
Sucesso e recorde de público, a Feira do Príncipe e a Feira nos Bairros Floresta e Vila Nova, ambas criações da FCJ, em parceria com a comunidade, possibilitam aos mais de 300 feirantes e artesãos uma alternativa para aumentar suas rendas. Ao total, foram 20 edições da Feira do Príncipe, que contou com a participação de mais de 200 mil pessoas. A FCJ também realiza o evento Sábado na Estação, que ocorre na Estação da Memória no terceiro sábado de cada mês. Apresentações culturais, arte, vendas de produtos artesanais e brechó são os atrativos desta feira.
A reestruturação da presença digital facilitou a interação dos joinvilenses com a FCJ. Um exemplo são as matrículas da Escola de Música Villa-Lobos, que antes geravam filas desde a madrugada em frente à Casa da Cultura. Desde 2013, as matrículas são feitas diretamente no site da Fundação. A criação da Agenda Cultural, um informativo compilado das atrações culturais da semana na cidade, assim como o salto de 2 mil para mais de 10 mil fãs na página da rede social Facebook, proporcionaram aos cidadãos mais acesso as informações da cultura em Joinville.
Assim como esses eventos, a FCJ também lançou em 2013 o JoinvilLÊ, um movimento cujo lema é: “Pegue, leia e devolva”. O projeto visa facilitar a leitura daqueles que se interessam pelos livros. Já são quase 3 mil exemplares disponibilizados em uma bicicleta adaptada com estantes e que fica dentro do terminal de ônibus do centro de Joinville. JoinvilLÊ é a junção do nome da cidade com o verbo “ler”.
A criação do Itinerarte também ajudou a propagar a cultura em Joinville com a circulação de obras de arte. O acervo de arte da FCJ é emprestado para ocupar espaços públicos, como já aconteceu na Câmara de Vereadores de Joinville, nos gabinetes do prefeito e vice-prefeito da cidade, na Delegacia Regional de Polícia, Delegacia da Mulher, órgãos públicos municipais e entre outros. O projeto, criado em 2013, tem a coordenação da Galeria de Municipal de Arte Victor Kursancew.
Durante dois anos, a FCJ promoveu o Giro Cultural, que acontecia nas escolas públicas de Joinville com a apresentação de atividades desenvolvidas pelos próprios moradores de cada bairro. Dentre as atividades, havia dança, música e teatro. O Giro Cultural tinha parceria com outras instituições e secretarias, como a Fundação de Esportes de Joinville (Felej), que era responsável pelas ações esportivas.
A Rádio Educativa Cultural Joinville FM 105,1 também desempenha um papel importante, pois vem valorizando artistas locais, sejam eles músicos ou escritores. No que se refere a informação, a Educativa é a única rádio em Santa Catarina que é correspondente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável por informar os acontecimentos mais relevantes de Santa Catarina para o país.
As artes visuais também ganharam novos espaços expositivos em Joinville, como os corredores da Casa da Cultura, o foyer do Teatro Juarez Machado e a galeria de ex-presidentes na Câmara de Vereadores.
Entre outras ações da FCJ estão: a parceria com a Sociedade Harmonia Lyra, considerada a casa da Orquestra Cidade Joinville; o apoio à Escola do Teatro Bolshoi no Brasil; o Instituto Juarez Machado; eventos culturais no Mercado Público; a reabertura da Biblioteca Pública em novembro de 2013; consolidação do Festival Escolar de Dança como um dos maiores do gênero no país; o incentivo aos Concertos Matinais na Sociedade Lírica e no 62º Batalhão de Infantaria, além da Casa da Memória, citada anteriormente.
A FCJ sentiu a necessidade de impulsionar o Carnaval de Rua de Joinville. O evento passou a ser realizado na Avenida Beira Rio para acomodar um público ainda maior. Em 2014 e 2015, o carnaval foi competitivo e contou com a colaboração do poder executivo na organização e divulgação do evento.
Diante de tantas ações importantes para a cultura, a FCJ foi parceira do projeto Camarote Nota 10, em parceria com a Fundação de Esportes Lazer e Eventos de Joinville (Felej) e a Secretaria de Educação, que premia os alunos que se destacam nas escolas da rede municipal e os leva aos jogos de futsal da Krona e também nas apresentações do Festival de Dança.
O Simdec, nos últimos três anos, teve 485 projetos culturais aprovados, com um recurso destinado de R$ 9.402.850,25. Dos trabalhos aprovados nesse período, destacam-se a 43ª, 44ª e 45ª Coletiva de Artistas de Joinville, a publicação de 56 livros, a realização de 89 projetos musicais e 28 peças teatrais.
Nesses três anos de atuação, a Fundação regulamentou a lei que criou o Inventário do Patrimônio Cultural de Joinville (IPCJ), que proporciona uma nova maneira de proteger o patrimônio cultural da cidade, que já tem 111 bens tombados ou inventariados. A implantação do IPCJ é referência para o país por se tratar de uma lei inovadora.
Após 4 anos de espera, o primeiro Sistema Municipal de Museus do Estado foi implantado, por meio da nomeação do Conselho Gestor. O sistema prevê a integração dos museus e instituições públicos e privados de Joinville, a partir de cursos de formação e de troca de experiências, sendo o objetivo principal o compartilhamento de informações.
Atendendo uma reivindicação antiga, a Fundação lançou o Edital de Compra de Espetáculos para credenciar e remunerar artistas de várias modalidades, que até então se apresentavam gratuitamente. O projeto valoriza o trabalho dos artistas e ajuda a criar mercado profissional para as artes e cultura na cidade. As apresentações culturais devem ocorrer ainda neste ano na Feira do Príncipe, no Sábado na Estação e no projeto Dança na Praça (Praça Nereu Ramos).
A FCJ também fez melhorias no Arquivo Histórico de Joinville, com a manutenção da estrutura, da fachada do prédio, pintura externa, aprimoramento na iluminação externa e a melhoria do jardim.
A Fundação Cultural de Joinville também Incentivou as programações culturais no CEU do Aventureiro, cujas obras estão sendo finalizadas. O CEU é um equipamento compartilhado de cultura, educação, esporte e assistência social, contando com uma biblioteca, um cine-teatro e salas de oficinas e formação. E, por fim, a participação no Programa Join.Valle, que busca rumos para Joinville ser uma cidade mais criativa, inteligente e humana. Esse trabalho é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SIDE), com foco na economia criativa.
Ao longo dos últimos 3 anos, os resultados obtidos pela FCJ são percebidos pelos joinvilenses, que podem observar as melhorias nas estruturas físicas das unidades, o aumento expressivo do número de eventos realizados e apoiados, além da presença constante da Fundação Cultural nos bairros de Joinville. De fato, os principais objetivos idealizados foram concluídos. Entretanto, é preciso dar continuidade a esse trabalho para popularizar a cultura em Joinville e fazer com que o município seja uma referência ainda maior no âmbito cultural.
Rodrigo Coelho





